15 de fevereiro de 2011

Você assistiu Cisne Negro?

Não tem jeito: basta um filme concorrer ao Oscar que todos começam a lhe questionar se você já o assistiu. E como ninguém quer ficar pra trás, todo mundo corre para baixar lotar as salas de cinemas na tentativa de entender o que o colocou no Top 10 da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Em época de Oscar, todos somos um pouquinho críticos de cinema.

Já o caso de Cisne Negro, do diretor Darren Aronofsky, é um pouco diferente. A questão não é saber se você viu o filme que está concorrendo ao maior prêmio da sétima arte, e sim se você viu o filme que tem uma cena de sexo entre Natalie Portman e Mila Kunis. Este é o referencial do filme.

Mas quem ainda não assistiu ao longa não sabe que esta cena é, definitivamente, uma pequena lasca do triunfo de Cisne Negro. Muito bem trabalhada, artística e plasticamente, ela começa no momento em que o espectador envolvido na trama quer mesmo é que ela acabe logo para que a história continue se desenrolando e para que se possa descobrir o que acontecerá com Nina, a protagonista bailarina que sofre tentando ser o que ninguém é: perfeita.

Cisne Branco durante toda a sua vida, Nina busca dentro de si o Cisne Negro; precisa dele para se tornar a bailarina principal da Companhia de Balé, que irá estrear a temporada com o clássico de Tchaikovsky. Mas, assim como todos que evitam seu próprio cisne negro, o de Nina está aprisionado há 28 anos, e a libertação pode doer muito. Talvez seja neste momento de dualidade, de medo e de busca que o espectador comece a se identificar mais com a personagem e com o filme, e passe a se importar menos com a referida cena erótica entre as bailarinas.

Como a intenção do Vitamina não é fazer spoiler, paro por aqui e deixo àqueles que ainda não viram Cisne Negro um leve gostinho e essa indicação. Mas estejam preparados e "... não pensem que é um filme fácil, romântico, que será adotado pelo público feminino. Ao contrário, é um drama dark, que não fica muito distante do clima de horror. (…)" . Palavra de Rubens Ewald Filho.

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